sexta-feira, 6 de maio de 2011

sem titulo


O mundo está mudando! E chegando a um prazo final. Antes tarde do que nunca.

É dito por aí que um grande vilão chamado Osama Bin Laden morreu. Lá vamos nós com toda a indústria midiática: livros e filmes sobre a vida do sujeito serão lançados. Notícias sairão a cada segundo com uma fofoca nova e um fato novo sobre o finado e sobre a suposta operação.

Faremos uma pausa antes de tratar dessa irrelevância para abordarmos outra. Na outra coluna eu falei da família real. Eu perdi o casamento na televisão, já que tinha o compromisso inegável de dormir, mas vocês viram o chapéu daquela mina? Por deus! Quando começarmos a invadir planetas, que tal todos nós usarmos um daqueles chapéus, para parecer grandes seres cruéis feitos de mal-gosto com perfumes caros e ensinar ao planeta invadido nossos terríveis hábitos – e talvez dar alguns desses chapéus. Vale a pena uma foto, logo acima postada: “Somos terráqueos. Viemos em paz! Vistam nosso chapéu por apenas 3 dolares e cinquenta!”. Santo deus!

Retornando, ora, vamos assumir que o senhor Bin de Laden não está nem perto de morto! Acha que os EUA não iriam querer exibir imagens disso, se gabando, para o mundo inteiro? Olha o que fizeram com o Saddam! Desta vez eles estão quietinhos demais para seu “grande feito”. Vai por mim, eu entendo dessas coisas.

Ademais, vamos ao assunto dessa coluna. O fato mais importante dos últimos anos: Um fotógrafo captou em uma imagem a briga de um hipopótamo com um crocodilo.

Mas... mas...

Sim, foda-se o oriente médio e todo esse blablabla. Nada do que realmente aconteceu chegará aos nossos ouvidos, ou olhos. Apenas teorias divertidas da conspiração. A questão é que a fantástica notícia do hipopótamo obviamente ocupou a capa, a primeiríssima página de dois jornais! Por que?

Bem, é um pequeno passo para os animais, ou a natureza, mas um grande passo para a humanidade. Mas deixe isso em espera, novamente, por um momento.

Eu agradeço a paciência.

Mãe coruja essa hipopótamo que superprotege seus filhos. Isso se vê por aqui, mas apenas em alguns lugares. Estranhos progenitores com carteiras gordas em seus bolsos da bunda de calças caras ou de bolsas tira-colo (esqueça a alusão ao aborto, é apenas uma utopia) guardam seus filhinhos e filhinhas em casa achando que vão conseguir evitar a proximidade com todo e qualquer perigo. Então se cria um fantástico ser que não busca o perigo, mas o cultiva. Oferece perigo aos demais em situações diversas por nunca ter sentido ele. Dirigem a cento e cinquenta por hora em avenidas, mas tudo bem, porque o carro é blindado.

Assim, mãe coruja-hipopótamo, se ganhou a briga, levou os filhos ao shopping para relaxar comprando um casaco e um perfume importados para que eles frequentem seus colégios particulares em grande estilo, e, assim, fazerem mais amigos.

Mas a mãe ganhou a briga?

Yeah! Finalmente! Chegamos ao ápice da coluna, o real motivo de eu escrever por aqui hoje. Não se sabe quem ganhou a briga.

Tem noção disso, caro leitor? É um feito inédito na história da humanidade e da mídia! Uma notícia de capa foi genuinamente, e sem nenhuma má-intenção, imparcial! “Hipopótamo briga com crocodilo e o momento foi capturado em fotografia”. Mas eles não dizem quem ganhou a briga! Isso sim é não escolher lados! Que exposição plana e sem opinião, um relato genuíno! Ó céus! A teoria invadiu a prática! Ela que vista o chapéu agora, e saia por aí com um alto e fantástico chapéu rosa de lacinho!

A prática finalmente se sujou na lama da teoria. O gonzo está ao seu fim. Pobre Hunter, jamais esperaria que teria sua podridão (ou nobreza) destituída e diluída na derrota de lados para, pasmem, uma mãe hipopótamo de classe alta!

Pelo menos não foi uma criatura da familía real com um chapéu tão neutro quanto a zero hora.


Theo S. da Rocha

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