segunda-feira, 25 de abril de 2011

Kate Middleton

Pode parecer futilidade – mas não é. De qualquer jeito, esqueça tudo o que você viu na televisão e nas revistas. Tratemos de uma vez por todas, sem delongas: Kate Middleton.

Aos desinformados, Kate está se casando com o príncipe – por deus, esqueci o nome do sujeito – mas é o herdeiro do trono inglês! Ou seja, ela um dia será a próxima rainha da Inglaterra. Sim, sabemos que a família real nada significa para a política inglesa alem de mero passatempo recheado de – pasmem – glamour. Mas algo deve ser falado sobre Kate.

Classificada como plebéia pelos tablóides, ela nada tem de classe baixa. É rica e patricinha. Apenas cultiva os hábitos e linguagem humanos do dia a dia que se aplica ao mundo inteiro – exceto ao palácio de Buckingham. Acha que vive um conto de fadas, e se veste bem, atribuindo fútil importância às vestes. Mas, convenhamos, possui um dos sorrisos mais lindos já fotografados na história humana.

Sim, leitor, de algum jeito um sujeito abobado com cara de bocó e de “ããã” como o príncipe fisgou um pedaço de carne realmente raro na Grã-Bretanha – e quem já esteve lá que o diga: é terra de brucutu. De algum jeito, deus deu uma forma não inglesa a uma criatura inglesa, e de fato ela saiu melhor que o esperado.

Esqueça comparações com Diana, ou de tentativas de traçar sua personalidade como “perseverante” ou “perspicaz”. Não tratemos das virtudes e defeitos de Kate, embora eu não tenha conseguido resistir e acabar falando de seu sorriso. Esqueça casamentos, e hipotetizações sobre quem é o que ou quem presta ou não. Ninguém da alta sociedade inglesa, com um estilo posh de ser, presta para algo. O que deve ser falado é que o Reino Unido está destinado, por causa desse casamento, a uma crise econômica séria.

Vamos aos fatos. A família real sempre foi um retiro de brucutus e jaburus. O rosto da rainha nas notas de libra esterlina atormenta cada um de nós como a cena em que o Nosferatu morde a infeliz vítima, com seus dentinhos juntinhos. Agora guarde essa informação.

Uma pesquisa foi feita, que constatou que a média de tempo de um inglês para gozar numa relação sexual é de 30 segundos. Sim, leitor, 30 segundos. A média. Ademais, é um fato indubitável – embora eu não tenha prova alguma disso – de que os ingleses pensam na família real, e especificamente na rainha, para segurar sua ejaculação e poder transar por mais tempo.

Agora pense, imagine o estrago, se, enquanto você homem estiver transando e sentir que deve segurar o tranco, for pensar na rainha, subitamente a imagem de Kate (sorrindo, é claro) aparece em sua mente. De acordo com alguns cálculos meus, a média baixaria para dez segundos.

Dez segundos, leitor. Dez segundos! Consegue imaginar o estrago? O clássico “quiet desperation” que é o jeito inglês não tardará nem um pouco a se tornar “noisy desperation”. Pessoas sairão na rua se agredindo, gritando. A bolsa de Londres despencará, e a Inglaterra retornará à idade da pedra. Tudo porque, pela primeira vez na história, haverá uma rainha sexualmente atraente.

Esqueça o fato de que ela é paty. Esqueça o fato de que a família real nada mais é que o enfeite inglês à sua política parlamentarista extremamente maquiavélica. Kate veio para pilhar. Sua mãe estava mascando chiclete na cerimônia de formação militar – ou algo assim – do príncipe insignificante. Ela é do tipo que fala de boca cheia, e grita “FUCK” quando um pedaço de comida voa de sua boca. Mas não se engane: a família é indistintamente posh. Eles apenas têm origens não-aristocráticas.

E as notas de libra esterlina? Teremos o clássico trabalhador subempregado que coletará suas vinte libras de pagamento por dia. Cansado, olhará com desânimo para a nota e lá estará uma rainha não apenas sorridente, mas bonita e sortuda, rindo do azar de quem quer que receba apenas um exemplar daquela nota.

E digo ainda mais! Se uma arma é perigosa na mão de uma criança, se torna mais perigosa ainda se a criança sabe usá-la: Kate sabe de seu sorriso. Ela mesma já disse que é muita areia para o príncipe! Inteligência? Não se deixe enganar: necessidade.

O fim está chegando. Todavia, aparentemente chegará antes no Reino Unido. Isso não faz a menor diferença na minha vida. Afinal, eu nunca pensei na família real para retardar minha ejaculação. Não que não tenha precisado...


Theo S. da Rocha

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